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HISTÓRIA DO ARQUIVO HISTÓRICO DA FORÇA AÉREA (AHFA)
O Arquivo Histórico da Força Aérea (AHFA) foi inicialmente criado junto ao Museu do Ar, em 1976, mais com o intuito de salvaguardar os espólios documentais doados pelos pioneiros da aviação militar do que para recolher a documentação histórica oficial inactiva. Esta foi mantida nos próprios órgãos onde fora produzida, ou recolhida pelos arquivos do Exército e da Marinha (antes de 1952, ano de nascimento da Força Aérea pela fusão das respectivas aviações), ou ainda inconsideradamente destruída.
Somente após a Guerra do Ultramar, 1961-1975, posta perante a indispensabilidade de dar destino à documentação trazida para a Metrópole, a Força Aérea acordou para a necessidade de criar um órgão adequado para salvar e preservar a sua Memória.
Se toda esta documentação oficial e particular, que contém a realidade dos acontecimentos passados, não for devidamente reunida e preservada, a História será feita tomando por base o pouco que ficar na memória das gentes, o que disse a Comunicação Social (de veracidade ou rigor histórico duvidoso) e o que contam as Memórias de quem teve coragem para as escrever. E se é certo que este é um trabalho útil, digno de louvor, certo é também que os autores tenderão a dar relevo às "parcelas de história" em que foram intervenientes. Por maior espírito de isenção de que procurem dotar-se, certamente que a sua "verdade" será condicionada pelo que viram e ouviram e pelo conceito que cada um tenha de si próprio.
Da análise comparada dos factos reais e da forma como cada contemporâneo os viu e neles interveio, com as suas paixões e facciosismos, poderá mais tarde fazer-se a indispensável análise serena e imparcial. Por outro lado, os documentos oficiais são, por vezes, lacónicos ou indiferentes a certos acontecimentos históricos ou a alguns dos seus aspectos específicos onde a acção pessoal foi determinante no evoluir da situação. São aqui muito úteis os apontamentos, cartas, minutas, rascunhos, esboços, recordações, fotografias, cadernetas de voo, etc., que, embora de cariz pessoal, completam, e até corrigem, o que diz ou não a documentação oficial.
Por princípio, considera-se que toda a documentação pertença de uma pessoa, mesmo de natureza pessoal, tem valor histórico. Daí recomendar-se que se não destrua sem uma prévia avaliação da mesma, pois ocasionalmente tem-se encontrado documentos preciosos que à primeira vista se presumia de eliminação definitiva. Tudo depende de haver ou não outras fontes históricas para condicionar ou determinar certo facto.
Por princípio, considera-se que toda a documentação pertença de uma pessoa, mesmo de natureza pessoal, tem valor histórico.
Daí o recomendar-se que se não destrua sem uma prévia
avaliação da mesma, pois ocasionalmente tem-se encontrado
documentos preciosos que à primeira vista se presumia de eliminação
definitiva. Tudo depende de haver ou não outras fontes históricas
para condicionar ou determinar certo facto.
Solicita-se aos visitantes deste site que considerem a hipótese de oferecer ao AHFA os documentos (ou cópias) que eventualmente possuam, relacionados com a sua presença efectiva ou de outrem, e actividades na FAP. O AHFA propõe-se recolher as ofertas no local que lhes for indicado. A quem pretenda condicionar o acesso à documentação porventura oferecida, recomenda-se que a entregue fechada com indicação das limitações que impõe ou da data a partir da qual poderá ser consultada. O AHFA tem condições para garantir que seja respeitada a vontade do doador.
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