Junkers Ju 52

Caracteristicas

  •   Tripulação: 2 pessoas
  •  Capacidade: 17 passageiros
  • Comprimento: 18.90 m
  • Envergadura: 29.25 m  
  • Altura: 6.10 m  
Wing area: 110.5 m² ()


Motores : 3 × BMW Hornet A2, com 525 cavalos cada

Performance

  • Velocidade máxima: 271 km/h a 900 m de altura
  • Velocidade de cruzeiro: 222 km/h 
  • Alcance: 950 km

 

 

A origem da Esquadra 502 remonta à primeira unidade aérea a que foi atribuída a missão de cooperação com as tropas paraquedistas. Estava então equipada com o Junkers Ju-52/3m. As primeiras aeronaves chegaram a Portugal em Dezembro de 1937, sendo utilizadas para bombardeamento nocturno, situação que se manteve até meados da década de 40, quando foram distribuídos pelas Bases Aéreas de Sintra e da Ota, sendo-lhe atribuída em acumulação a missão de transporte.


Em 1954 constituíram-se as tropas paraquedistas, integradas na Forca Aérea, ficando instaladas no Polígono Militar de Tancos, junto à Base Aérea nº3 (BA3). Um dos Ju-52/3m foi atribuído a esta unidade-base, sendo o embrião de outra unidade aérea que nos conduz à actualidade e à Esquadra 502.


A 11 de Janeiro de 1955 é formada a Esquadrilha de Ligação e Treino (ELT), equipada com 22 aviões "Piper Cub" L-21 que, além dos serviços de ligação,  apoiava o Exército e dois bimotores "Oxford" para treino. Nesse dia, e nomeado comandante daquela Esquadrilha o Capitão Fernando Gomes dos Santos. Em Maio do mesmo ano começam a ser recebidos na BA3 aviões Junkers para o lançamento de paraquedistas, iniciando-se os voos de adaptação e os lançamentos em 17 e 30 de Agosto respectivamente. Com o abrir do leque de missões atribuídas à ELT, foi decidido criar uma Esquadra que manteria as suas missões e efectivos.


A 12 de Abril de 1956 é constituída uma Esquadra Mista com duas Esquadrilhas: uma de ligação e treino, com 22 aviões L-21 e dois bimotores Oxford, e outra de transporte, com cinco aviões Ju-52, à data com sete pilotos. A Esquadra Mista viria a ser extinta em Dezembro de 1959, e com ela a Esquadrilha de Transporte, dando lugar à Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem e Navegação em Aviões Pesados (EICPNAP). Esta unidade viria a formar um reduzido número de alunos-piloto, não indo além de dezena e meia, mantendo como principal actividade o lançamento de paraquedistas. São-lhe atribuídos mais dois aviões Junkers e reequipados os restantes com motores Pratt & Whitney R-1340.


Nos meses de Novembro e Dezembro de 1960, França entrega a Portugal 15 aviões Amiot AAC-1 "Toucan" que, apesar da estranha designação, mais não são que Ju-52/3m construídos pelos Ateliers Aeronautiques de Colombes (AAC), sendo a maior parte entregues a EICPNAP.


Com o eclodir da guerra no Ultra-mar, em 1963, foi decidido formar mais tropas paraquedistas. Foram então introduzidas novas técnicas de lançamento de pessoal e de carga, incluindo lançamentos nocturnos.

 

A EICPNAP é extinta em finais do ano de 1963, sucedendo-lhe a Esquadra de Treino e Transporte de Tropas Pára-quedistas (ETTTP). Na prática só a designação mu-dou, mantendo-se a sua localização, aeronaves e a missão. Os Ju-52/3m são "baptizados" de Tartarugas e surge o primeiro distintivo, uma "tartaruga-aviador" transportando um paraquedista num carro de bebé. Com o incremento do esforço de guerra, os "velhinhos" Ju-52/3m são explorados intensivamente no treino de tropas paraquedistas, falando-se na sua substi-tuição por aeronaves C-47 "Dakota". Mas tal não ocorreu e os Junkers continuaram a cumprir a sua missão, aproximando-se cada vez mais o fim da sua vida operacional. A ETTTP, que formou com elevado espírito de missão sucessivos cursos de paraquedistas, foi finalmente extinta em 1971, dando lugar à Esquadra 32.

 

 

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