Força Aérea opera UAS na Serra da Lousã para detetar incêndios

 

A Força Aérea operou sistemas aéreos não-tripulados (Unmanned Aircraft Systems – UAS) na Serra da Lousã, com vista à deteção de focos de incêndio, à monitorização na fase de rescaldo e à deteção de reacendimentos.

A operação foi realizada por uma equipa de cinco militares, de 13 de junho a 21 de setembro, sete dias por semana, a partir de uma estação de controlo terrestre instalada na Torre do Aeródromo da Lousã.

As missões foram planeadas, controladas e analisadas de forma centralizada no Centro de Operações Aéreas da Força Aérea, tendo a informação sido disseminada quase em tempo real para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para apoio à decisão.

Durante a operação, foram cumpridas 48 missões de vigilância e reconhecimento, bem como 25 missões de teste, treino e manutenção, num total de 237 horas de voo, das quais 197 horas em ações de vigilância.

Neste período, foi vigiada uma área superior a 140.000 km2, com registo de 44 eventos tendo como beneficiário a ANEPC: deteção de focos de incêndio, acompanhamento e monitorização de área ardida, incluindo pontos de scooping. Estas missões contribuíram para um melhor apoio à decisão no âmbito do emprego e gestão dos meios afetos ao combate aos incêndios, complementando também o emprego de meios de reconhecimento afetos à ANEPC.

Além deste empenhamento, foram também efetuadas missões em apoio à Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e Universidade de Coimbra.

A participação da Força Aérea na missão possibilitou: (1) Executar o primeiro empenhamento operacional de UAS de vigilância terrestre; (2) Revelar a elevada capacidade de operação e adaptação a novas modalidades de operação; (3) Demonstrar, interna e externamente, o produto operacional em ambiente terrestre, com UAS Classe 1; (4) Incrementar a valência operacional dos recursos humanos, através da experiência de operação de 13 militares para missões de vigilância de ambiente terrestre; (5) Validar os requisitos operacionais e de treino necessários para a tipologia de operação desejada.

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