Nasceu a 19 de Maio de 1890, na freguesia de Santa Maria, em Sintra, filho de Alfredo dos Santos Cintra e de Josefina Alina Desleque Cintra.

Foi incorporado a 16 de Agosto de 1907 no Curso de Cavalaria da Escola do Exército.

Foi promovido a Alferes no dia 15 de Novembro de 1913.

Foi colocado no Regimento de Cavalaria n.º 6 e seguidamente no Regimento de Cavalaria n.º 10, onde atingiu o posto de Tenente a 29 de Setembro de 1917.

No dia 15 de Outubro de 1917 embarcou para França a fim de frequentar a Escola d´Aviation Militaire d´Etampes e a 3 de Fevereiro de 1918 obteve o “brevet” de Piloto-aviador militar.

No dia 30 de Setembro do mesmo ano foi colocado na Escola Militar de Aviação.

A promoção a Capitão, no dia 31 de Março de 1919, trouxe a colocação no Regimento de Cavalaria nº 3, mas no dia 31 de Dezembro foi colocado na Esquadrilha Mista de Depósito, em Tancos, de onde seguiu para a Escola Militar de Aviação a 6 de Março de 1920. É nesta última Unidade que a 23 de Fevereiro de 1926 foi nomeado 2.º Comandante.

A 18 de Maio de 1929 foi nomeado para fazer parte da Secretaria Técnica do Conselho Nacional do Ar e no dia 30 de Setembro do mesmo ano foi promovido a Major.

No dia 30 de Janeiro de 1935 passou a fazer parte da Assembleia Nacional e a 21 de Julho de 1937 foi promovido a Tenente-Coronel.

No dia 31 de Março de 1939 foi colocado na Base Aérea de Sintra, para comandar a Unidade e a 21 de Julho desse ano foi promovido a Coronel.

Em 1940 conclui com aproveitamento o Curso de Altos Comandos, no Instituto de Altos Estudos Militares. A 28 de Fevereiro de 1941 foi nomeado Inspector da Arma de Aeronáutica e em Junho assumiu, interinamente, o Comando Geral da Aeronáutica Militar.

No dia 4 de Março de 1943 foi promovido a Brigadeiro. Em Setembro de 1944 foi nomeado Presidente do Conselho Nacional do Ar.

No dia 5 de Maio de 1947 foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil (DGAC), cargo que acumulou com o de Comandante Geral da Aeronáutica Militar.

No dia 3 de Agosto de 1948 foi promovido a General de três estrelas, o primeiro da Aeronáutica Militar a atingir aquele posto.

A 11 de Setembro de 1952, com a extinção do cargo de Comandante Geral da Aeronáutica Militar, assumiu o cargo de Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), recém-criado, que acumulou com as funções de DGAC.

No dia 21 de Fevereiro de 1953 deixou as funções de CEMFA, mantendo, no entanto, as de DGAC.

A 19 de Maio de 1955 passou à situação de reserva, mas manteve-se como DGAC. Em Agosto de 1956 foi exonerado, a seu pedido, das funções de Director-Geral da Aeronáutica Civil e no dia 19 de Maio de 1960, por ter atingido o limite de idade, passou à situação de Reforma.

Foi agraciado com inúmeros louvores e as seguintes condecorações: Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, Grande Ofi cial da Ordem Militar de Cristo, Grande Ofi cial da Ordem Militar de Avis, Comendador da Ordem Militar de Avis, Ofi cial da Ordem Militar de Avis, duas Medalhas de Prata de Serviços Distintos, Medalha de Mérito Militar de 1.ª Classe, Medalhas de Ouro e Prata de Comportamento Exemplar. A Holanda atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem Oranje-Nassau com Espada, os Estados Unidos da América o grau de Comendador da Legião de Mérito, a Espanha a Grã-Cruz de Mérito Militar Espanhol com Distintivo Branco e a Grã-Cruz de Mérito Aeronáutico com Distintivo Branco.

O General Alfredo Cintra veio a falecer no dia 25 de Agosto de 1976.