Estação de Radar Nº 1

Missão

Garantir a prontidão dos meios de vigilância e deteção.

Competências

a) Manter, reparar e conservar todos os sistemas de vigilância e deteção, comunicações e eletromecânicos sob a sua responsabilidade;

b) Proceder à conservação das infraestruturas e materiais atribuídos;

c) Garantir o cumprimento das normas em vigor tendo em vista a segurança militar e defesa da Unidade.

HISTÓRIA

A Estação de Radar N.º1, localizada na Serra de Monchique, mais precisamente no pico da Fóia, a 902 metros de altitude, constituiu-se a partir do Decreto nº 47 824 de julho de 1967 onde se definem "... as zonas que constituem servidão militar a favor das futuras instalações técnicas do Grupo de Deteção, Alerta e Conduta da Interceção da Força Aérea Portuguesa na Fóia."

Já  nos  finais  dos  anos  70  e  após  criação  do  grupo  de  trabalho  para  o  Sistema  Integrado  de Comando  e  Controlo  Aéreo  Português    SICCAP  é  criado  pela  NATO  o  Programa  "Radars  for Southern Region and Portugal" (RSRP) ao qual Portugal veio a aderir, decidindo-se então pela instalação de 3 radares de Defesa Aérea de nova tecnologia 3D,  modelo HR-3000, de fabrico americano  e  fornecido  pela  empresa  Hughes,  hoje  denominada  Raytheon. 

Dos  locais superiormente  definidos  em  Portugal  coube  a  Fóia  receber  o  primeiro  sistema ainda  em  fase acabamento no ano de 1991 cuja atividade operacional começou a ser explorada e mantida pela Força Aérea a partir de 1995 até aos dias de hoje. 

Em  18OUT1988  por  Despacho  do  General  CLAFA,  é  determinada  a  implementação  do Destacamento de Fóia com a designação "Esquadra de Vigilância e Deteção Nº11 " EVD11.

Tendo este começado a receber, em diligência permanente, a partir do dia 20 de maio de 1991, vários  militares  nomeadamente  das  áreas  técnicas  de  Eletrónica,  Telecomunicações  e Eletricidade.

Em 1995, entrou em exploração operacional o sistema "Portuguese Maritime Buffer AEW Link" (POMBAL) com duas estações de comunicações HF em Sagres (Ponta D'Alheta e Relvinha) cuja utilização veio alargar o espetro do sistema SICCAP e da rede de comunicações rádio da Força Aérea. 

A 20 de março de 1996 e por despacho do Exmo. Sr. General CEMFA, a EVD11 deixou de ser denominada Destacamento de Fóia e passou a Unidade autónoma, com a designação de Estação de Radar Nº1 (ER1) em 20 de março de 1996, integrando a componente operacional do sistema de Forças na dependência do então Comando Operacional da Força Aérea, hoje Comando Aéreo.

Atualmente  a  ER1,  cuja  missão  é  garantir  a  prontidão  dos  meios  de  vigilância  e  deteção, procede à manutenção, conservação e administração das instalações técnicas em Fóia (ER1), das instalações em Valinhos, Sagres (Ponta D'Alheta e Relvinha) e ainda do Bairro da Força Aérea (Monchique), cujo espaço envolvente da Vila de Monchique lhe confere um traço de qualidade, associado a uma tranquilidade social onde boa gente e bom medronho concorrem com as amplas paisagens verdejantes que ao longe desembocam num enorme mar.