Lançamento de Satélites das Constelações Atlântico e Lusíada: Primeiro Satélite SAR português
A cerimónia de lançamento de satélites assinala um momento marcante para o setor espacial nacional, reunindo a colocação em órbita de novos equipamentos das Constelações do Atlântico e Lusíada. Esta missão irá colocar em órbita dois satélites da Constelação do Atlântico, destacando-se o primeiro equipado com tecnologia de radar (Synthetic Aperture Radar), bem como quatro satélites da Constelação Lusíada.
No âmbito da Constelação do Atlântico, será lançado o satélite CA 01, do CTI Aeroespacial, o primeiro com tecnologia radar desta constelação, juntamente com o satélite ótico newsat52, do CEiiA. Estes satélites representam um avanço significativo na capacidade de observação da Terra, reforçando o posicionamento de Portugal na área das tecnologias espaciais e na monitorização do território e do oceano.
Relativamente à Constelação Lusíada, da LusoSpace, serão lançados quatro satélites VDES — Camões, Agustina, Pessoa e Saramago — que contribuirão para o desenvolvimento de soluções inovadoras na área das comunicações marítimas e gestão do tráfego naval.
O evento terá lugar no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no dia 30 de março de 2026, entre as 10h00 e as 13h00.
Constelação do Atlântico
A Constelação do Atlântico, um projeto de Portugal e Espanha, contará com um conjunto de satélites capazes de fornecer imagens de alta e muito alta resolução, com revisita intradiária, permitindo uma observação e monitorização do nosso planeta a partir do Espaço.
Esta Constelação é um dos projetos, liderado pela Força Aérea, que integra a Agenda New Space Portugal, baseado no desenvolvimento, na integração e no lançamento de satélites que constituem a componente Portuguesa da Constelação Atlântica.
Visão futura:
- 26 satélites (12 SAR e 14 óticos)
- Imagens de alta e muito alta resolução
- Elevada frequência de revisita
- Monitorização contínua do planeta
Esta constelação permitirá reforçar a capacidade europeia de acesso a dados espaciais críticos.
Satélite CA-01
O primeiro satélite da Constelação do Atlântico, CA-01, é o primeiro satélite nacional equipado com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR), permitindo a observação da superfície terrestre em quaisquer condições meteorológicas e independentemente da hora do dia.
Este satélite será integralmente operado pela Força Aérea, reforçando a sua capacidade de vigilância e monitorização do território nacional, em terra, no mar e no ar, bem como o apoio à gestão de emergências, sustentabilidade e segurança.
A aquisição do satélite foi concretizada pelo CTI Aeroespacial à empresa ICEYE, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no seguimento do contrato assinado a 12 de junho de 2025. Este passo estruturante insere-se numa visão estratégica de desenvolvimento de competências nacionais no setor espacial.
Principais características:
- Tecnologia de radar de abertura sintética (SAR)
- Observação contínua, dia e noite
- Capacidade de penetração através de nuvens
- Elevada frequência de revisita
- Operação integral pela Força Aérea
Esta tecnologia permite obter informação crítica em tempo útil, essencial para apoio à decisão em diversos contextos operacionais. s que constituem a componente Portuguesa da Constelação do Atlântico.
Constelação Lusíada
A Constelação Lusíada, batizada em homenagem ao poeta Luís de Camões e à sua profunda ligação ao mar — no contexto das comemorações dos 500 anos do seu nascimento — afirma-se como um tributo à cultura e identidade portuguesas no espaço. Os novos satélites a lançar — Camões, Agustina, Pessoa e Saramago — evocam figuras incontornáveis da literatura nacional e, juntamente com o PoSAT-2, já em órbita, passarão a constituir um total de cinco satélites desta constelação no espaço.
Equipados com tecnologias AIS (Automatic Identification System) e VDES (VHF Data Exchange System), estes satélites desempenharão um papel essencial na monitorização e nas comunicações marítimas. A sua operação permitirá reforçar a segurança da navegação, aumentar a eficiência na gestão do tráfego naval e melhorar o conhecimento situacional no domínio marítimo, contribuindo de forma significativa para a valorização estratégica do oceano.


