A Força Aérea transportou, no dia 25 de julho, um doente em estado crítico entre o Funchal e Lisboa, numa missão complexa que exigiu a mobilização de uma equipa médica especializada e a utilização de uma técnica de suporte de vida avançado – ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea) – reservado a situações clínicas mais graves.
O doente foi transportado num avião Falcon 50, da Esquadra 504 – "Linces", que partiu do Aeródromo de Trânsito N.º 1 (AT1), na Portela, pelas 20H30. No voo, seguiu uma equipa médica que assegurou os cuidados necessários. Este apoio especializado foi essencial para garantir a estabilização do doente durante o transporte, uma vez que o quadro clínico era sensível e houve a necessidade de recorrer ao suporte de vida ECMO, uma técnica avançada que permite substituir a função do pulmão e/ou do coração, temporariamente, até que estes órgãos recuperem.
Os “Linces” chegaram ao Funchal às 22H07. No local, a equipa deslocou-se a uma unidade hospitalar local e preparou o doente para o transporte. A viagem de regresso teve início às 01H56, com aterragem no AT1 pelas 03H25 da madrugada, onde o doente foi reencaminhado para uma unidade hospitalar, continuando a receber os cuidados necessários.
A Força Aérea colabora com os vários centros de ECMO do país permitindo que as suas equipas móveis se desloquem a qualquer ponto do país de modo a poder aplicar esta técnica a doentes que necessitem.
Este tipo de missão é extremamente complexo a nível técnico e logístico, uma vez que requer o empenhamento de equipamentos e profissionais especializados que permitem recorrer à técnica ECMO. Esta tipologia de missão pode também ser efetuada através do C-130H, C-295M e KC-390, o que reflete, uma vez mais, a capacidade operacional da Força Aérea para assegurar, em ambientes exigentes, uma resposta rápida e segura na proteção da vida humana.
