A Vigilância Marítima na Força Aérea

Portugal possui uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) do Mundo, com mais de 1 milhão e 700 mil Km2 (mais de 18 vezes o espaço territorial do país). A sua costa tem aproximadamente 1.860 Km, divididos entre 943 Km de Portugal Continental, 667 Km do arquipélago dos Açores e 250 Km do arquipélago da Madeira. Esta área representa 2.7% da zona costeira total e 11.72% da ZEE da União Europeia (que é de 14.500.000 Km2). A intervenção da Força Aérea Portuguesa na vigilância marítima desta zona pode subdividir-se em:

 

1. Fiscalização e controlo das atividades de pesca;

2. Deteção e controlo de atividades ilícitas;

3. Imigração Ilegal;

4. Deteção de poluição marítima;

5. Controlo do Tráfego Marítimo;

6. Operações Militares;

7- Busca e Salvamento.

Estas missões são executadas de forma autónoma ou em coordenação com as várias entidades com competência nas diversas áreas, o que permite potenciar os meios existentes colocando-os ao serviço de Portugal.

Podemos salientar, para conhecimento geral, o levantamento que permitiu descobrir o alinhamento do filão principal de cobre das minas de Neves Corvo, a cobertura aeromagnética das principais ilhas dos Açores (para apoio à prospeção geotérmica), a localização da isotérmica dos 18º C (também nos Açores, que permitiu triplicar a pesca de atum) e os levantamentos aeromagnéticos de Portugal Continental e da plataforma dos Açores. Este último trabalho foi de tal complexidade que exigiu 858 horas de voo para o completar e que foi internacionalmente considerado.

Deixamo-lo agora com a mais recente reportagem acerca de uma destas missões da Força Aérea. Nesta, percebe-se que – devido ao treino e qualificação das tripulações, bem como prontidão das aeronaves – quando saímos para uma missão de determinado tipo, estamos preparados para lidar com um variado número de outras situações que possam surgir.

 

 

Por: RQ
ALF/RHL