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Força Aérea conclui missão de Cooperação Bilateral em Cabo Verde

Os militares da Força Aérea destacados na ilha de Santiago, em Cabo Verde, regressam a casa após cumprirem a missão Cooperação Bilateral destinada à fiscalização do espaço marítimo sob soberania e jurisdição daquele país, iniciada a 24 de janeiro.

Durante a missão, foram detetados mais de 380 contactos no espaço marítimo fiscalizado, correspondente a uma área superior a um milhão de quilómetros de área vigiada. Este destacamento ficou marcado ao se assinalar a primeira participação da aeronave C-295M, da Esquadra 502 – “Elefantes”, num empenhamento desta natureza.

Foram realizadas um total oito missões, que se traduziram em 40 horas de voo dedicadas à vigilância e fiscalização conjunta no domínio marítimo, reforçando a presença e a capacidade de controlo nas áreas de responsabilidade de Cabo Verde, assumidas pelo destacamento português.

Após solicitação das autoridades de Cabo Verde, foi ainda realizada uma missão de Busca e Salvamento noturno. A intervenção, pronta, dos militares da Força Aérea teve como objetivo apoiar na localização de uma pessoa desaparecida em alto-mar.

Durante a presença portuguesa em Cabo Verde, destacou-se igualmente a estreita cooperação com diversas entidades locais, particularmente no domínio da saúde. Neste âmbito, os militares de saúde da Força Aérea integrados na missão dinamizaram um conjunto de palestras técnicas dirigidas a públicos específicos. As sessões abordaram temas como o transporte de doentes, técnicas de primeiros socorros e a gestão de casos epidemiológicos, totalizando cerca de 36 horas de formação e envolvendo mais de 70 participantes. 

Tratando-se de uma missão enquadrada no âmbito da Cooperação Bilateral com as autoridades locais, cada missão contou, de forma sistemática, a bordo, com a presença de pelo menos três representantes dessas entidades. Estes elementos integravam a Polícia Judiciária, a Polícia Nacional, a Inspeção Geral das Pescas e a Guarda Costeira de Cabo Verde, assegurando assim uma atuação conjunta, coordenada e alinhada com as autoridades do país anfitrião.

Os 25 militares da Força Aérea cumpriram a missão, durante duas semanas, com profissionalismo, resiliência e dedicação, elevando uma vez mais o nome da instituição e de Portugal, e reafirmando o compromisso nacional com a estabilidade e a segurança no Atlântico, bem como com o reforço das relações de cooperação técnico-militar com os Estados parceiros africanos.